Resumos




II Colóquio Acadêmico sobre a Modalidade Deôntica - GEMD


PALESTRAS

GRAMÁTICA E LINGUÍSTICA: ENTRE TAPAS E BEIJOS

Profa. Dra. Maria Claudete Lima (DLV/UFC)
Resumo: A gramática como disciplina e a linguística têm-se colocado em lados opostos, pelos diferentes objetivos com que nasceram e têm sido estudadas. A oposição, por não ser bem compreendida, costuma levar o aluno de Letras ao disparate de rechaçar o estudo da gramática como inútil, antiquado, inadequado. A ideia que parece disseminada é a de que as descrições constantes nas gramáticas normativas estão eivadas de erros e, por isso, não merecem atenção do estudioso da língua. A este caberia ocupar-se apenas das descrições científicas levadas a cabo pelas várias vertentes linguísticas. Nosso objetivo é mostrar que a oposição não é tão marcada como se costuma pensar e que as descrições constantes das gramáticas normativas ou estão na base de descrições linguísticas de certos fenômenos ou serviram-se de descrições linguísticas, aproximando-se muito destas. Para tanto, apresentaremos alguns fenômenos linguísticos descritos por algumas gramáticas normativas e por algumas vertentes linguísticas, a fim de traçar um paralelo que mostrará pontos de contato e pontos de afastamento entre as duas disciplinas.

Palavras-chave: gramática normativa; linguística; descrição linguística.

OTIMIZAÇÃO DO ENSINO/APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA (ESP): ESTUDO DA DÊIXIS DE DISCURSO EM ABSTRACTS.
       Adriana da Rocha Carvalho – IFCE.
O objetivo desta comunicação é socializar a experiência com o ensino de língua inglesa para fins específicos com turmas de inglês instrumental da área de tecnologia no IFCE. Colocaremos em relevo a Pragmática, especificamente a dêixis de discurso (LEVINSON, 2007), um aspecto pouco explorado no ensino da língua, mas que se mostra bastante importante no contexto ensino/aprendizagem de leitura em língua inglesa uma vez que permite a otimização de tempo e diminui o estresse cognitivo, reduzindo a dependência de vocabulário em inglês. Serão analisados alguns excertos de Abstracts que foram objeto de ensino/aprendizagem de uma aula de leitura da disciplina de inglês instrumental. Um dos critérios de seleção desses abstracts foi a percepção do seu potencial de engajamento que permite o uso das informações contidas neles de modo que elas sejam relevantes para emprego no mundo real (DUDLEY-EVANS; ST JOHN, 2011). Outro fator determinante para a seleção dos abstracts foi a presença marcadores textuais ou DMs (FRASER, 1999) cuja frequência seja alta de acordo com o Corpus of Contemporary American English (COCA) . Além dessa alta ocorrência, para a seleção foram observados critérios que, na nossa concepção, propiciassem a rápida leitura de maiores porções do texto por parte dos estudantes: presença de ordem canônica, ocorrência de uso e relação ao tópico anterior. Este estudo nos permite verificar que os DMs como palavras dêiticas de discurso auxiliam o entendimento do texto como um todo e de forma mais rápida.
Palavras-Chave: Dêixis de Discurso; Abstract; Ensino de ESP.
 
COMUNICAÇÕES

ENSINO DE GRAMÁTICA DO INGLÊS NAS DISCIPLINAS DO CURSO DE SECRETARIADO EXECUTIVO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ.
Prof. Dr. Paulo Roberto Nogueira de Andrade – UFC
O objetivo deste trabalho é discutir o ensino de aspectos gramaticais, discursivos e pragmáticos nas disciplinas de Língua Inglesa no curso de Secretariado Executivo da UFC. Mais especificamente, este estudo inicial busca analisar o ensino de modalização em uma perspectiva pragmática levando em conta a necessidade de desenvolvimento da competência intercultural (CORBETT, 2010) dos estudantes, usuários da língua em um contexto corporativo globalizado. O já reconhecido caráter funcional, prático e aplicado (ELLIS, 1994) do ensino de Inglês com Propósitos Específicos (ESP) voltado para sujeitos e ambientes de negócios faz com que aspectos gramaticais precisem ser abordados com a perspectiva de um usuário da língua e não de um especialista, eventual professor de língua inglesa. Um ponto central tratado neste trabalho é a modalização. Dois mecanismos serão discutidos: (i) itens lexicais e (ii) verbos modalizadores. Após discussão com a coordenação do curso de Secretariado e com alunos das disciplinas de Inglês e avaliação de questões positivas e negativas em relação às seis disciplinas de Língua Inglesa oferecidas pelo DELILT, pôde-se identificar que o caráter tradicional do ensino de gramática, além de não ser considerado motivador, mostra-se um fator de dificuldade de desenvolvimento de competências comunicativa e intercultural dos estudantes. Dois pontos podem ser compreendidos como centrais a partir deste estudo: a necessidade de utilização de elementos linguísticos didáticos e autênticos em contextos específicos de uso de negócios e em atividades sociais profissionais e a constante oferta de discussões que visem maior conscientização dos estudantes sobre as diversas alternativas que a gramática inglesa e seu léxico oferecem para atingimento de competências comunicativa e intercultural e os eventuais impactos de escolhas mais ou menos apropriadas e adequadas aos contextos de uso corporativo. Este trabalho pode se desdobrar dentro de uma proposta de contínua reflexão sobre um programa de curso com atividades que atendam às reais necessidades e anseios dos estudantes e que proporcionem situações concretas que potencialmente serão vivenciados em seu contexto profissional em suas carreiras por meio de formas de ensinar articuladas a reflexões sobre a vida de forma plena que gerem a “possibilidade de superação e transformação do presente-futuro” (LIBERALI, 2011, P. 22).
Palavras-chave: Modalização, Pragmática, ESP.

“ATIVIDADES DE GRAMÁTICA NOS CURSOS DE INGLÊS INSTRUMENTAL: SERÁ QUE ELAS FACILITAM A COMPREENSÃO?”

Profa. Dra. Lílian Calvacanti F. Vieira - Casa de Cultura Britânica/ UFC
O desenvolvimento da parte gramatical deve ser analisado em conjunto com muita cautela,  a fim de formar um “todo” e haver uma unidade que faça sentido dentro do curso. Alguns materiais didáticos mais recentes já apresentam a preocupação de inserir, pelo menos, o básico da gramática da língua inglesa em suas páginas. Caso optemos por montar nosso próprio material, cabe a nós decidir se haverá uma mistura entre os exercícios instrumentais e a gramática (o que, segundo nossa experiência, parece ser menos cansativo para os alunos) ou a separação entre ambos. Trabalhar com textos reais, seja qual for a extensão, parece ser o caminho mais rápido para o aluno reconhecer ou a sua profissão e questões pertinentes (como os alunos de pós-graduação, e aqueles que tem inglês instrumental na graduação), ou questões do dia a dia que podem refletir no seu cotidiano e no seu modo de pensar. A artificialidade de muitos exercícios de gramática faz com que os alunos não consigam “ligar” o que foi proposto com a prática. Um exercício que, com um enunciado bem claro, faça uma relação direta com o texto, facilita a assimilação da regra gramatical na mente do aluno e já fornece um exemplo de aplicação.
Palavras-chave:  Compreensão leitora, gramática, inglês instrumental.

O ENSINO DA LÍNGUA ITALIANA SEGUNDO A GRAMÁTICA DE VALÊNCIAS

Profa. Dra. Fernanda Suely Muller  - UFC

Tendo como ponto de partida a obra Sistema e Testo: Dalla grammatica valenziale all'esperienza dei testi (DE SANCTIS, SABATINI, CAMODECA, 2011),  pretendemos analisar a perspectiva do ensino de língua italiana L2, a partir do modelo de gramática de valências. Conhecida também como “gramática de dependências”, tal modelo teórico nasce a partir dos estudos de Lucien Tesnière (Éléments de Syntaxique Structurale 1959, 1969) e preconiza uma nova abordagem em relação à hierarquização dos elementos que compõem uma frase. De acordo com os autores (DE SANCTIS, SABATINI, CAMODECA, 2011), a supracitada obra procura sobretudo investigar e delimitar a gramática como operação de “reconhecimento” e não de “ criação” da língua que permita ao falante fundar outras múltiplas atividades sobre uma visão basilar da estrutura formal da língua e do seu mecanismo de funcionamento. Sendo assim, pretendemos ainda refletir sobre a aplicabilidade de tal modelo teórico no Brasil, bem como compartilhar algumas experiências que vem sido desenvolvidas na UFC.

Palavras-chave: Gramática de Valências; ensino de língua italiana no Brasil; ensino de italiano L2


GRAMÁTICA À SERVIÇO DO TEXTO
                                             
  Profa. Dra. Maria  Fabiola Vasconcelos Lopes - UFC.

Uma das preocupações que inquietam muitos professores têm girado em torno de como usar a gramática à serviço do texto. Assim, motivada por tal inquietação, a comunicação que  por ora se apresenta, tenta mostrar a relação que pode se estabelecer entre gramática e compreensão de texto a partir dos processos textuais de Halliday tendo em vista os processos (relacionais, mentais, existenciais, do fazer, do dizer e comportamentais). A ilustração ocorrerá por meio da narrativa de os três porquinhos (Jacobs, 2010), sendo a análise feita em torno dos processos a fim de investigar se tais processos auxiliam no melhor entendimento do texto e  dos personagens na narrativa. Os autores Halliday  (1994),  Droga & Humphrey (2005), Humphrey, Droga & Feez (2012) e Furtado da Cunha & Souza (2011) servirão de apoio ao estudo. Cabe salientar que, a narrativa em questão foi recheada com  processos do fazer em  relação aos demais processos revelando as ações que se desenrolam no texto. Na sequência, foi observado que os processos relacionais também são recorrentes principalmente para gerar mais detalhes sobre os participantes dentro da obra. Os processos do dizer têm seu lugar quando reportam a voz dos personagens. E os processos mentais, estes, aparecem revelando o ápice na história. Também foi encontrado o processo existencial fazendo a ambientação  no texto. Diante do exposto, torna-se relevante um estudo que se volte para os processos textuais. Entendemos que o estudo  contribui para uma reflexão sobre o uso dos processos para a compreensão de detalhes riquíssimos dentro de um texto, como a narrativa que trazemos nessa análise. E ressaltamos que a gramática seja posta à serviço da compreensão textual haja vista que ambos, gramática e texto não podem ser vistos dissociados.

Palavras-chave: gramática; texto processos textuais  


TRADUÇÃO DO PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO EM THE TURN OF THE SCREW, DE HENRY JAMES

Profa. Dra. Diana Fortier - UFC
Durante o processo tradutório de The Turn of the Screw, de Henry James (1898), para o português do Brasil, alguns pontos de dúvida e questionamento permaneceram sem respostas, exigindo uma análise mais detalhada e criteriosa com o objetivo de fundamentar as escolhas a ser feitas e implementadas na tradução final. Essas questões não são pontuais; perpassam, ao contrário, a tradução como um todo, e por isso foram selecionadas para reflexão. Utilizei diversas fontes de dados para a elucidação desses questionamentos, todas baseadas nos métodos da linguística de corpus: foram realizadas buscas em corpora de grande porte, como o Brown e o BNC, através do download do próprio corpus ou das listas de palavras do corpus; o tratamento desses corpora foi efetuado com o auxílio do pacote de ferramentas de análise linguística WordSmith Tools (WST), alternando o emprego de wordlists, collocations e keywords conforme o caso; foram empregados recursos disponibilizados on-line, como o WebCorpLive, que permite fazer concordâncias usando a própria internet como corpus, e software instalados, como GraphColl, que gera gráficos de colocações de termos em um texto ou corpus; foram compilados corpora personalizados para a presente tese; a análise foi, mais uma vez, efetuada com o concurso do WST. No presente trabalho, analiso a forma como  tratei da tradução das formas de pretérito mais-que-perfeito, correspondentes ao verbo “had” + particípio passado do verbo principal. Havendo três possibilidades de tradução para o português desse tipo de sintagma verbal, busquei nos corpora elementos para fazer a opção de qual forma empregar na presente tradução. A partir daí, pude fazer escolhas adequadas para utilização na versão final do texto traduzido.
Palavras-chave: Pretérito mais-que-perfeito; Tradução; The turn of the screw
 
DEFINIÇÃO DE MODALIDADE LINGUÍSTICA EM DICIONÁRIOS ONLINE: UMA REFLEXÃO PARA O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA
Edina M. Araújo de Vasconcelos - UFC
Bolsista FUNCAP
Larisse Carvalho de Oliveira - UFC
Sheyla Vieira de Lima Lapa - UFC
Bolsista CAPES-DS
Dicionários online são ferramentas cada vez mais utilizadas por estudantes de línguas estrangeiras e, assim como outros recursos digitais, o seu crescente uso pode estar relacionado, entre outras razões, à comodidade no acesso ao conteúdo e à variedade de opções que a Rede oferece. Reconhecendo que tal ferramenta pode contribuir para a aprendizagem de língua inglesa, o presente trabalho propõe-se a analisar a definição de modalidade linguística nos dicionários online como um recurso para a compreensão  do leitor sobre o fenômeno linguístico da modalização. A discussão proposta nesse estudo se justifica pela necessidade de refletirmos sobre o ensino de língua inglesa com base em uma teoria funcionalista da linguagem (GIVÓN, 1995), que se propõe a associar a forma ao uso, reconhecendo que a modalidade se insere no domínio semântico-discursivo da língua e interfere nos processos de comunicação realizados através da linguagem verbal, uma vez que, segundo Lyons (1977), ela é definida como o meio pelo qual o usuário da linguagem expressa a sua opinião ou atitude com relação a aquilo que diz e, apesar de ser constantemente relacionada ao verbo modal, não se limita a esta manifestação (cf. PALMER, 2001), podendo ser expressa por diferentes meios linguísticos, tais como substantivos e adjetivos (NEVES, 2013). Partindo desse pressuposto teórico, foram escolhidas quatro páginas de dicionários disponíveis na web (Cambridge, Oxford, Macmillan, Collins), tomando-se como base se a editora responsável pela página do dicionário oferecia outros tipos de materiais impressos, o que lhe garante maior respaldo. Como resultado da análise, foi possível constatar que a modalidade ainda aparece, pelo menos em três dicionários consultados, um recurso da linguagem relacionado quase exclusivamente ao verbo modal. Por fim, mencionamos que este estudo foi realizado no âmbito do grupo GEMD/ CNPQ- UFC.
Palavras-chave: Dicionário online; Modalidade; Ensino de Língua Inglesa.


SOBRE O ENSINO DE GRAMÁTICA: A MODALIZAÇÃO DO AUTOR DE LIVRO DIDÁTICO

Edina M. Araújo de Vasconcelos
PPGL-UFC
Bolsista FUNCAP

Em termos linguísticos, a modalização é um dos recursos através dos quais o enunciador imprime ao enunciado o julgamento que ele próprio faz com relação à verdade de sua proposição. Reconhecendo que a modalidade traz implicações pragmático-discursivas para o uso da linguagem, apresentamos este estudo que tem por objetivo investigar a manifestação da Modalidade Deôntica nas orientações de conduta, por parte do autor licenciado. O corpus, definido com base em Marcuschi (2011, 2010), é composto por extratos do guia didático da obra High Up (edição do professor), desenvolvido para o ensino médio, a qual fez parte do catálogo do Programa Nacional do Livro Didático (triênio 2015-2016-2017). O guia didático do professor se constitui, portanto, um gênero discursivo, o que o torna passível de análise segundo critérios das teorias funcionalistas da linguagem, as quais consideram a língua como meio de interação social (DIK, 1989). Utilizando-nos dos pressupostos da teoria Sistêmico-Funcional (HALLIDAY, 1985), e a tipologia de modalidade deôntica de Palmer (1986), Hengeveld (1989) e outros, examinamos o grau de comprometimento do autor com relação a orientar a conduta do professor para o ensino de gramática. Os resultados demonstram que a modalidade deôntica se manifesta especialmente pelo uso de verbos no modo imperativo, mas o autor atenua a força ilocucionária empregada em seu discurso, fazendo uso de orações condicionais, o que pode revelar um menor grau de engajamento do enunciador, deixando indícios de que o autor licenciado deixa a cargo do professor a escolha sobre a condução da sua aula de estruturas gramaticais. Finalmente, salientamos que essa pesquisa é realizada no âmbito do GEMD/ CNPQ- UFC e conta com financiamento da FUNCAP.  

Palavras-chave: Ensino de Gramática; Modalidade Deôntica; Livro Didático


A EXPRESSÃO DA MODALIDADE DEÔNTICA NO DISCURSO RELIGIOSO
Maria Valdênia Falcão do Nascimento - UFC
Examinar a categoria modalidade implica considerar os recursos linguísticos de que o falante faz uso, visando ser bem sucedido em suas interações verbais. Nessa perspectiva, podemos compreendê-la como o meio pelo qual o falante ajusta seu discurso, tendo em vista direcionar a interpretação do seu ouvinte. No presente estudo, propomos analisar o uso de modalizadores deônticos no discurso religioso, considerando-se os meios linguísticos para a expressão dos valores deônticos de permissão, obrigação e proibição. Objetivamos identificar e examinar como esses valores colaboram no processo de constituição do discurso religioso, tendo em vista a forma como se instaura a construção da persuasão sobre o alvo deôntico. Com este fim, analisamos os enunciados de um sermão religioso veiculado em um site voltado para a divulgação de conteúdo bíblico. Para a análise dos dados, adotamos o enfoque da teoria funcionalista. Serviram de base teórica os postulados de Dik (1989), Hengeveld (1988), Lyons (1977) e Neves (2006).
Palavras-chave: modalidade deôntica; discurso religioso; funcionalismo.


PAST SIMPLE X PRESENT PERFECT: AGORA EU ENTENDI!
             
Profa. Verônica de Melo Fernandes
E eis que surge o grande dilema do aluno de língua estrangeira no que concerne a aprendizagem da língua inglesa: a diferença de estruturas e usos de dois tempos verbais: Passado Simples (Past Simple) e Presente Perfeito (Present Perfect). A dúvida entre as estruturas gramaticais não é tão difícil, é até fácil reconhecê-las; porém o uso de ambas em situações do dia a dia torna-se confuso. Seguindo o modelo de Gramática Funcional proposto por Dik (1997), i.e. focar na gramática da oração e a ideia de modalização apresentada por cada tempo verbal no ensino de uma língua estrangeira, certamente faz com que o professor possa ajudar o aluno a situar o uso de cada estrutura no tempo e espaço, tornando o ensino mais objetivo e claro.  Esta é uma das ferramentas mais importantes apresentadas ao aluno do  Nível Intermediário. Explicações centradas no conteúdo de forma clara e direta, o uso de atividades que motivem o aluno a participar ativamente da aula, e a prática de atividades que transportem o aluno para o uso real com a modalidade transmitida pelos dois tempos verbais tornam o ensino rápido e eficaz resultando na visão final do aluno apresentada pelo título da apresentação: “PAST SIMPLE X PRESENT PERFECT : AGORA EU ENTENDI!”
Palavras-chave: presente simples; presente perfeito; modalização


VOZ ATIVA   X   VOZ PASSIVA -  DÚVIDAS: NUNCA MAIS!    
              
Profa. Márcia de Melo Fernandes Gradvohl

O tripé do ensino de uma língua estrangeira baseia-se em três elementos G (Gramática, V (Vocabulário) e P (Pronúncia). No que tange o aspecto gramatical, podemos afirmar que a clareza das apresentações das estruturas gramaticais para os alunos do nível Pré-Intermediário é uma das ferramentas mais importantes, já que ao atingir o Nível Intermediário, os mesmos pontos abordados se tornarão pontos de consolidação, demandando uma sólida compreensão. Temos então a responsabilidade de motivar os alunos através de explanações claras, participativas e diretas e seguindo o modelo de Gramática Funcional proposto por Dik (1997), focar na gramática da oração e a ideia de modalização apresentada por cada tempo verbal no ensino da voz passiva. O contraste entre voz ativa e voz passiva e a interpretação do aluno situando-se no tempo e espaço pode tornar o ensino mais objetivo e claro. E eis a grande dificuldade enfrentada pelos alunos: o reconhecimento das estruturas dos diversos tempos verbais e o transporte da estrutura da voz ativa para a voz passiva. O reconhecimento das estrutura gramaticais na voz ativa e na voz passiva juntamente com a prática de atividades em sala torna o ensino rápido e eficaz resultando na visão final do aluno: “dúvidas, nunca mais!”

Palavras-chave: voz ativa; voz passiva; modalização


A GRAMÁTICA MATUTA DA TRADUÇÃO DA COMÉDIA A PAZ DE ARISTÓFANES PARA O CEARÊS

Ana Maria César Pompeu -UFC
Nossa tradução matuta de Acarnenses de Aristófanes (POMPEU, 2014) apresentou alternativas de expressividade da língua portuguesa para a da comédia aristofânica. A comédia e a vida no campo desmascaram os artifícios de linguagem da cidade (PLÁCIDO, 2001). Descreveremos a gramática matuta da nossa tradução atual, a peça A Paz de Aristófanes, de 421 a.C., e sua semelhança às marcas da oralidade da fala do cearense comum no seu cotidiano (BAGNO, 2007). O falar matuto cearense consiste, por exemplo, no uso de apenas uma marca do plural, “tu” com o verbo na terceira pessoa, na queda dos erres finais e substituição por acento na vogal anterior; o mesmo procedimento vale para as terminações em -ou, há a eliminação da sílaba inicial do verbo está, repetições de não, mudando a primeira forma (tu num tá vendo não), o “lh” por “i”, uso do diminutivo, substituindo -inho por -in (DOURADO, 2013), “pra”, “pros, pras” em vez de “para”, “para os” e “para as”, uso das interjeições características, ênfases (euzin aqui ó, abestaiadin, vô é batê na porta), “mermo” por “mesmo”, a queda do “l” final de algumas palavras, entonações características (Pense numa sacudida grande!). As alterações ou criações têm intuito expressivo, são intensificadores do sentido. Por ser um texto teatral e cômico, a peça A Paz enfatiza a oralidade e o cotidiano do ateniense comum, logo a tradução do texto original do grego clássico (OLSON, 2006) para o matuto cearense é uma adaptação linguística legítima e não contraria a tradução ética (BERMAN, 2013).

Palavras-chave: Gramática matuta, A Paz de Aristófanes, Cearensês

O RECANTO DO CANTO INFANTIL EM POEMAS DE "OU ISTO OU AQUILO”  
Paula Perin- UFC
Este trabalho é um estudo de parte da coletânea de poemas que compõem a obra infantil “Ou isto ou aquilo” de Cecília Meireles”. Tem por objetivo discutir os principais temas explorados pela poetisa, bem como realizar uma análise estilística dos poemas “Ou isto ou aquilo”, “A bailarina” e “Colar de Carolina”. Para tanto, utilizamos como referencial teórico os pressupostos da estilística fônica, fundamentadas em Câmara Jr. (1997), Monteiro (1991), Bosi (2000) e Martins (2008). Os poemas tratam dos sonhos, fantasias, desejos e aventuras que povoam o universo infantil. As palavras, escolhidas meticulosamente, evocam associações sensoriais e, aos poucos, vão surgindo diante do leitor imagens construídas a partir de rimas, aliterações, assonâncias, pequenos trocadilhos, tudo isso bem marcado com intensa musicalidade, combinando versos livres, regulares e métricas diferentes.

Palavras-chave: Estilística Fônica. Poesia. Infância.

O LUGAR DA GRAMÁTICA NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE PORTUGUÊS LÍNGUA ADICIONAL

Eulália Vera Lúcia Fraga LEURQUIN - UFC (Orientadora)
Maria Jacqueline Noberto da FROTA - UFC
Meire Celedônio da SILVA - UFC

A gramática possui um lugar no ensino e aprendizagem de Português Língua Adicional (PLA) e carece de reflexões por apresentar caráter sócio-histórico e evolutivo, ou seja, as regras da língua mudam, mesmo que lentamente, no tempo. Do ponto de vista empírico, não existe texto ou discurso sem gramática, o que torna imprescindível o uso desta no ensino e na comunicação. Em sala de aula, o professor é desafiado a intermediar esse processo por meio de estratégias que permitam a permanência da gramática no uso da língua de forma a trazer interação ao diálogo, valorizando a atividade comunicativa entre indivíduos. Tendo em vista que a produção de textos orais ou escritos passa por uma série de conhecimentos necessários à sua construção, o professor deverá também ser consciente de que regras gramaticais descontextualizadas acabam por comprometer o desenvolvimento comunicativo do aluno. Portanto, nosso objetivo neste trabalho é discutir a importância da aprendizagem da gramática para a construção de textos por estudantes de Português Língua Adicional. Utilizamos para a nossa análise, os áudios de discussões sobre o assunto, gerados nos encontros de elaboração de material didático e as aulas que foram ministradas com a utilização desse material. Para isso, estabelecemos uma relação entre as atividades gerais e as atividades de linguagem (BRONCKART, 1999); consideramos as noções de linguagem como uma atividade especificamente humana (COSERIU, 1994) e o conceito de gramática inovadora (BULEA, 2014). Com as reflexões realizadas diante da nossa análise, pudemos perceber que o nosso desafio maior é ensinar português sob uma perspectiva interacionista.

Palavras-chave: Aprendizado da gramática; Material didático; Perspectiva Interacionista.


O AGIR PRESCRITO, REAL E REPRESENTADO NAS ATIVIDADES DO ESTÁGIO: ENTRE PRESCRIÇÕES, INTENÇÕES, CAPACIDADES E IMPEDIMENTOS
Manoelito C. Gurgel - UFC
Eulália V. L. F. Leurquin - UFC

Em nossas pesquisas, na área da Linguística Aplicada, temos nos esforçado em analisar e problematizar, com objetivos interventivos, a) as representações de professores em formação inicial sobre o seu agir nas atividades formativas do estágio como componente curricular obrigatório das licenciaturas, bem como b) as implicações dessas representações para a sua formação e o seu desenvolvimento profissional. Fundamentadas na abordagem teórico-metodológica do Interacionismo Sociodiscursivo (BRONCKART, 2009), nossas análises consideram a linguagem sobre o agir e, portanto, o agir representado no discurso, a partir, por exemplo, dos mecanismos enunciativos, como as modalizações. Considerando o nosso interesse em continuar aprofundando a discussão acerca das representações sobre o agir em contexto de formação inicial de professores, pretendemos analisar, no presente trabalho, as relações entre o agir prescrito, o agir real e o agir representado nas atividades de formação e desenvolvimento profissional. Para isso, analisamos como oito estagiárias da disciplina de Estágio em Ensino de Língua Portuguesa do curso de Letras da UFC representam, na e pela linguagem, durante a interação com os seus pares em dois Grupos Focais (doravante, GFs), as prescrições, as intenções, as capacidades e os impedimentos do seu agir nas atividades da disciplina. Para a análise, consideramos que as representações sobre o agir prescrito, real e representado podem ser identificadas a partir da análise das modalizações do agir (LEURQUIN, 2013), relativas ao dever-fazer, ao poder-fazer e ao querer-fazer, o que justifica o nosso interesse em analisar especialmente as modalizações deônticas e pragmáticas (BRONCKAT, 2009) que as estagiárias mobilizam nos dois GFS, para interpretarem o seu agir nas atividades do estágio. Em nossa análise, percebemos que as estagiárias se representam como atores que, embora tenham intenções, não se sentem capazes de atender às prescrições das atividades do estágio devido a impedimentos relativos, sobretudo, à indisciplina dos alunos em sala de aula.

Palavras-chave: estágio; agir representado; modalizações do agir.

MODALIZAÇÃO DEÔNTICA E EPISTÊMICA NA CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES
Rebeca Sales Pereira - UFC
Esta pesquisa trata das distinções entre as abordagens conferidas à Modalização como estratégia discursiva pela Linguística Sistêmico-Funcional (LSF) e posteriormente pela Análise de Discurso Crítica (ADC). Buscamos responder às seguintes questões de pesquisa: Como a LSF e a ADC abordam o fenômeno da Modalização em discursos?. E ainda: Como a modalização funciona como estratégia discursiva na construção de identidades? Para tanto, tomamos por base os estudos nas teorias de van Leeuwen (2005), sobre os Modelos de Interdisciplinaridade; Halliday (1973;1985) no tocante à Linguística Sistêmico Funcional; Resende;Ramalho (2006;2011), Fairclough (2001, 2003), Chouliaraki;Fairclough (1999) e Magalhães (2000;2004) a respeito do quadro teórico-metodológico da ADC, dentre outros autores relevantes para nossa investigação. Para a análise dos dados, apresentamos discursos de profissionais de saúde do Programa de Saúde da Família, parte do corpus de nossa dissertação de Mestrado em andamento, sob enfoque analítico das duas vertentes teóricas. Os dados foram colhidos mediante pesquisa etnográfica em um posto de saúde no município de Pacatuba-CE, durante o primeiro semestre de 2014, utilizando técnicas de entrevistas, grupos focais e observações da prática assistencial. Os resultados revelaram as nuances dos dois pontos de vista em questão, que contribuem de maneira eficaz, embora distinta, na compreensão das construções discursivas, mas também apontando as limitações teórico-metodológicas na abordagem das identidades.

Palavras-chave: Linguística Sistêmico-Funcional; Análise de Discurso Crítica; Identidades.


A GRAMÁTICA DE CORPUS E O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA    
Sheyla Vieira de Lima Lapa - UFC
Bolsista Capes/DS

Gramáticas são recursos didáticos que podem auxiliar na aprendizagem de uma língua, já que são uma tentativa de apresentar as estruturas do idioma. Partindo desse princípio, apresentamos esse trabalho que tem por objetivo investigar uma gramática baseada em Corpus e que é utilizada para o ensino de língua inglesa. Halliday (2004) afirma que o Corpus foi originalmente concebido como uma ferramenta para o estudo de gramática. Para este autor, nós usamos a linguagem para dar sentido a nossa experiência, o que significa que a gramática tem que fazer uma interface com o que circula fora da linguagem, com os acontecimentos e condições do mundo, e com os processos sociais em que nos engajamos.  Tendo em vista a problemática levantada por muitos autores (NEVES, 2015; ANTUNES, 2014) a respeito da necessidade de contextualizar o ensino de gramática e os muitos debates a respeito de livros de gramática que se autodenominam contextualizados, mas comprovadamente apresentam exercícios de base estruturalista, buscamos flagrar como os exercícios da gramática escolhida – Real Grammar (CONRAD, BIBER, 2009) exploram a polissemia dos verbos modais, especialmente os que se relacionam à modalidade deôntica (cf Palmer, 2001). Tendo como fulcro a Teoria Funcionalista e seus pressupostos teóricos (GIVÓN,1995; DIK, 1978),  nossa metodologia consistiu em fazer a leitura do capítulo da gramática à procura de exercícios cujo foco fosse na estrutura. Como resultado, constatamos que a totalidade dos exercícios versa sobre a forma do verbo modal de modo conjugado com a sua função, ou seja, é uma gramática que prima pelo ensino do uso da forma linguística. Por fim, mencionamos que este estudo foi realizado no âmbito do grupo GEMD/ CNPQ- UFC.


Palavras-chave: Teoria funcionalista, Modalidade deôntica, Gramática.   

ENSINO DE GRAMÁTICA E FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: REPRESENTAÇÕES E IMPLICAÇÕES PARA O AGIR DO PROFESSOR E PARA AS ATIVIDADES EM SALA DE AULA

Manoelito C. Gurgel – UFC

Neste trabalho, coerente com os interesses de pesquisa da Linguística Aplicada, pretendemos analisar, a partir da abordagem teórico-metodológica do Interacionismo Sociodiscursivo (doravante, ISD) (BRONCKART, 2006, 2008, 2009), as representações de professores de língua materna em formação inicial sobre o seu agir nas atividades de ensino de gramática e problematizar, com objetivos interventivos, as suas implicações para as atividades escolares. Para isso, analisamos, de acordo com a proposta do ISD (BRONCKART, 2009) sobre os mecanismos enunciativos, as ocorrências de modalizações lógicas, deônticas, apreciativas e pragmáticas no discurso de oito estagiárias da disciplina de Estágio em Ensino de Língua Portuguesa do curso de Letras da Universidade Federal do Ceará-Brasil, durante a interação com os seus pares em dois Grupos Focais (doravante, GFs) sobre as atividades do estágio. Para nós, essas ocorrências materializam enunciativamente as representações que o grupo partilha sobre o seu agir nas atividades de ensino de gramática. Em nossa análise, percebemos que as representações partilhadas pelo grupo são baseadas, sobretudo, em parâmetros sociossubjetivos, como nos revela a predominância de modalizações apreciativas, que, no discurso do grupo, materializam avaliações negativas quanto às atividades de ensino de gramática. Ademais, pelas modalizações pragmáticas, que materializam intenções e capacidades de ação, percebemos que as estagiárias não se consideram capazes de atender às prescrições quanto o ensino produtivo de gramática, na perspectiva da análise linguística (PCNs, 1998).

Palavras-chave: estágio; representações; ensino de gramática; modalizações.


MODALIDADE E MANGÁS: UM ESTUDO SOBRE OS VALORES DEÔNTICOS.
Maria Fabiola Vasconcelos Lopes - UFC.
Wéslly Lima dos Santos - UFC.
Joyce Micaelli da Costa Silva - UFC.

Pesquisas de cunho funcional que visam a análise linguística a partir da língua em uso têm se destacado no meio acadêmico. Baseando-nos em preceitos dessa vertente, o presente trabalho objetiva analisar o gênero textual mangá.  Procuramos identificar as enunciações que influenciam a conduta dos personagens do enredo. Portanto, nos debruçamos sobre a modalidade deôntica que lida com obrigações, permissões e proibições. Destacamos que as nuanças da força ilocucionária são percebidas pelo contexto, fazendo com que uma sentença seja percebida como ordem ou permissão baseando-se na circunstância de fala. Norteiam essa pesquisa estudiosos como Lyons (1977), Palmer (2001), Neves (2006) e Lopes (2012). E embora o estudo se encontre em andamento, o processo metodológico se deu pela escolha dos mangás a serem verificados, análise e seleção dos excertos com manifestação deôntica, categorização em relação aos valores e análise quantitativa dos resultados. Ilustraremos para fins desse estudo apenas o mangá intitulado Battle Royale. Salientamos, ainda, que no enredo do mangá escolhido há frequência de batalhas entre diferentes personagens, o que pode justificar os valores encontrados até então. Foi possível verificar que os valores de ordem com 25,9%, súplica e exortação, cada um com 10,1%, e permissão com 8,5%, por enquanto foram os mais recorrentes. Podemos concluir que o próprio ambiente de tensão no qual os personagens estão constantemente expostos pode ter sido um fator determinante para a alta incidência de valores como ordens. Dessa forma, fica mais evidente o quanto o contexto de uso interfere na modalização dos enunciados. Diante do exposto, a investigação contribui para o eixo deôntico.

Palavras-chave: Modalidade deôntica, valores, contexto de uso.

MODALIDADE DEÔNTICA E MÚSICA

Juliana Silva Sousa - UFC
Wéslly Lima dos Santos - UFC
Uma vez que se sabe que ao escrever letras de música há um processo consciente de intenções a serem transmitidas, tencionamos descobrir de que maneira o discurso é construído. E tendo em vista que a modalidade linguística tem uma vasta aplicabilidade, essa pode ser uma aliada na análise de intenções que permeiam os textos. Desta forma, o presente trabalho busca analisar letras de músicas que de alguma maneira venham interferir na conduta dos ouvintes. Portanto, será dado destaque à modalidade deôntica que está atrelada a obrigações, permissões e proibições. Vale salientar que o paradigma funcional que prima pela língua como meio de interação social e busca o contexto para o exame linguístico é adotado. Como aporte teórico, pautamo-nos em Neves (2006), Palmer (2001), Pessoa (2007), Lopes (2012). Já como processo metodológico, foram investigadas onze músicas do Albúm Admirável Chip Novo, da cantora Pitty; demarcadas orações nas quais a modalidade deôntica se manifestou; e qualificadas quantos aos sentidos que foram encontrados. Constatamos que a ordem esteve mais presente com 61,5%, seguida por proibição e volição com 12,5% e 10,5%, respectivamente. Destarte, podemos concluir que a evidência de ordens passadas aos ouvintes é bastante saliente, frisando o que deve ser feito, comandos passados pela própria cantora para sua audiência ou o que é imposto pela sociedade.
Palavras-chave: Modalidade deôntica, Valores, Música.
MODALIDADE DEÔNTICA E ARGUMENTAÇÃO NO DISCURSO PUBLICITÁRIO

Pâmela  Travassos - UFC

É notório a quantidade de anúncios aos quais estamos expostos diariamente e que tentam nos persuadir de alguma forma. Assim, vendo que podemos ser influenciados por tais anúncios, é importante que um estudo se volte para questões de orientação de conduta nesse universo. Dessa forma, este trabalho visa o estudo e a análise das Modalidades, principalmente a Deôntica, por meio de anúncios publicitários com o fim de esclarecer se elas influenciam de alguma forma na conduta ou na forma de pensar do público alvo, e se sim, de que maneira e quais recursos são utilizados para que isso aconteça. Dos procedimentos metodológicos e para tal fim, foram escolhidos dez (10) anúncios publicitários como corpus, e além de estabelecer uma relação entre público-alvo, fonte e escolhas modais utilizadas, também foram feitas entrevistas com pessoas  indagando sobre o que elas achavam de cada um dos anúncios e se, baseadas neles, elas adquiririam os produtos ou não. Cabe salientar que o estudo ainda é um projeto piloto. A partir da  investigação, foi possível chegar a conclusão de que não somente a modalidade deôntica é utilizada, mas também outros tipos de modalidades, como a alética, que combinadas, criam um valor de necessidade do produto ou serviço, e que relacionados à ideia da ordem de comprá-lo ou adquiri-lo, conseguem persuadir o seu público a adquirir produto. Torna-se necessário explicar que a modalidade alética, diferentemente da deôntica se atrela a quatro eixos, que são: necessidade, possibilidade,  impossibilidade e estado de coisas, sendo o primeiro eixo o nosso objeto de estudo. Já a deôntica diz respeito à obrigações. Por fim, o estudo é embasado na teoria Funcionalista e é norteado pelos autores Neves (2006), Pessoa (2007), Nogueira e Lopes (2011) e Fiorin (2015) principalmente, dentre outros.


Palavras-chave: modalidade deôntica ; anúncios publicitários; argumentação; persuasão

COMPREENDENDO A  MODALIDADE EM FANZINES
                                                                                    
                                                                                    Laísa Cristina Garofalo Nogueira - UFC.

Entendendo o ainda pequeno número de estudos na literatura de fanzines, e como essa forma de publicação tem crescido, vimos a necessidade de um trabalho cujo enfoque seria voltado para as revistas de fãs. Em particular, o focalizamos aqui no tratamento da modalidade e suas diferentes formas de manifestação. Assim, o trabalho por ora desenvolvido visa a modalidade deôntica e suas manifestações encontradas no material supracitado por meio dos enunciados. Utilizando-se de um corpus de quatro fanzines, o objetivo desse estudo é avaliar as relações entre a modalidade deôntica e a construção discursiva no sentido de Dik (1989) e Neves (1996). Concentramo-nos por ora, no eixo sintático-semântico pragmático discursivo. A partir de um levantamento realizado no material base, catalogamos fatores contextuais; quantificamos a sintaxe e as formas de expressão e identificamos os modos. O trabalho já apresenta resultados parciais dentre os quais, destacamos 36,3% de verbos plenos, 54,5% de verbos auxiliares e 1,8% de substantivos. A investigação colabora com a compreensão da modalidade deôntica não apenas nos aspectos linguísticos imanentes, mas também na questão de contexto e interpretação.

Palavras chave: modalidade; manifestação deôntica; revistas de fãs.


GRAMÁTICAS INTERMEDIÁRIAS: UM ESTUDO CONTRASTIVO

Cássio Borges - UFC

Muitos são os questionamentos entre professores sobre quais gramáticas são melhores para explicar um conteúdo, pensando nisso, este trabalho tem como objetivo elucidar duas diferentes perspectivas sobre Discurso relatado em duas gramáticas da língua inglesa, sendo uma formal e a outra funcional. A partir de questionamentos levantados na disciplina de Morfossintaxe foi feito um estudo analítico entre duas gramáticas de nível intermediário que discutem Discurso relatado, sendo elas “Macmillan Grammar English in Context” e “New Grammar – a corpus based approach to grammar”. A análise comparativa se deu através de leituras de importantes teorias e suas contribuições para compreender as diferenças entre gramática funcional e formal, sobretudo estudos feitos por três principais autores; M.K.A Halliday (1973), Diane Larsen-Freeman (2000) e Graham Lock (1996). Foram analisados dois critérios nas gramáticas estudadas: 1) explicação do conteúdo e 2) exercícios propostos. Com base nos mesmos, foi observado que em “New Grammar – a corpus based approach to grammar” se discute o discurso relatado de uma maneira que o leitor possa vivenciar o conteúdo de forma contextualizada, enquanto que em “Macmillan Grammar English in Context” os autores demonstraram uma abordagem mais formalista, tanto no conteúdo quanto nos exercícios com uma preocupação em regras e formas gramaticais. Com isso conclui-se a partir da abordagem mais funcional em umas das gramáticas, esta direciona o usuário da gramática a um entendimento mais reflexivo. E com isso corroboramos com Larsen-Freeman (2000) que considera o estudo da gramática não embasado exclusivamente nas regras, mas em seu contexto de uso. A gramática de cunho funcional foco em nosso estudo, sinaliza para resultados mais eficazes tanto para assimilação de conteúdo quanto para a produção de sentidos, assim inserindo o falante a um meio social mais diversificado.

Palavras-chave: Discurso relatado; Gramática; Funcional; Formal.
VERBOS MODAIS EM INGLÊS: FORMA E FUNÇÃO EM GRAMÁTICAS INTERMEDIÁRIAS
Edna Cely Alves da Silva - UFC

RESUMO: O ensino da gramática de uma língua pode ser um processo de extrema complexidade. Profissionais que lidam com a aprendizagem de gramática tendem a buscar materiais de apoio adequados que promovam a aquisição do conhecimento eficiente. Entretanto, diversos professores argumentam que há uma dominância de gramáticas concentradas majoritariamente em termos estruturais, desconsiderando a língua em uso. Assim sendo, esse estudo trata dessas questões, voltando-se para a necessidade de gramáticas que auxiliem o ensino e aprendizado eficientes. Este artigo, portanto, busca comparar e analisar a explanação dos verbos Modais em duas gramáticas diferentes, sob a perspectiva de aspectos formais e funcionais. A primeira seção apresenta uma breve exposição do tópico gramatical, e em seguida, a análise do corpus previamente selecionado, considerando realizações puramente formais, como também exemplos contextualizados, e por isso, mais funcionais. Finalmente, discute-se a questão do ensino gramatical com ênfase no uso situacional, bem como o ensino com a prevalência de elementos formais e a implicação dessas escolhas. Essa investigação foi fundamentada nos estudos de Lowth (1775), Lock (1996), Palmer (1987; 2001), e Halliday (2014), enquanto a análise foi conduzida a partir de duas gramáticas intermediárias: Intermediate Grammar: From form to meaning and use (BLAND, 1996), e Oxford English Grammar Course Intermediate (SWAN & WALTER, 2011). A pesquisa foi desenvolvida através da análise das explicações e seções de atividades dessas gramáticas, nos tópicos relacionados aos Modais. A investigação evidenciou que a gramática Intermediate Grammar demonstrou 85,5% de aspectos funcionais, em contraste com a segunda, Oxford English Grammar, que apresentou 63,7% de características formais. Os resultados da análise sugerem a prevalência de interesses distintos em ambos os materiais estudados, induzindo à confirmação das diferenças entre eles.

Palavras-chave: gramática funcional; verbos modais; gramática formal.

TOEFL iBT: Uma proposta de ensino de gramática para a escrita

Leonardo Antonio Silva Teixeira, autor
(DLE/CH - Curso de Letras)
Este trabalho trata-se de uma proposta de ensino de gramática para a escrita voltada para o teste de proficiência TOEFL iBT. Baseia-se na análise de um conjunto de textos produzidos em uma turma preparatória para o TOEFL iBT executada em uma das ofertas de cursos e oficinas do Programa Idiomas Sem Fronteiras (IsF) – Inglês, na Universidade Federal do Ceará (UFC). Promovido pelo Ministério da Educação (MEC) por meio da Secretaria de Educação Superior (SESu) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o programa  oportuniza  "o desenvolvimento de habilidades e competências linguísticas concernentes à internacionalização acadêmica, contribuindo assim para a ampliação dos objetivos do ensino de idiomas estrangeiros nas universidades do país." (TEIXEIRA, 2016).  As produções analisadas neste trabalho foram realizadas em um simulado da sessão de escrita, no qual os alunos, classificados no nível B1 de acordo com o quadro comum europeu (CRF), precisavam produzir um texto contendo no mínimo 300 palavras.  Em uma das propostas de escrita, os alunos deveriam discorrer sobre uma notícia que tivesse lhes chamado atenção recentemente e, na outra, decidir se concordavam ou não com uma máxima popular. Todos os alunos haviam sido orientados previamente quanto aos padrões de organização textual que normalmente recebem as maiores pontuações e aos elementos linguísticos que deveriam constar na tecitura do texto. A partir da análise destas produções, buscamos apresentar quantitativa e qualitativamente os problemas gramaticais identificados na construção dos textos, dentre os quais questões relativas à coesão, coerência, transição, paralelismo sitático e emprego de tempos verbais, e, a partir destes resultados, propor uma abordagem de gramática  que atenda as demandas do teste de proficiência. Este modelo baseia-se nos príncipios apresentados por Brandl (2007), que propõe uma abordagem da forma baseado na abordagem comunicativa -  Communicative Language Teaching (CLT).  
Palavras-chave: TOEFL iBT, Gramática, Produção Escrita


MINICURSO
MODALIDADE E LITERATURA

Rachel Uchôa Batista- IFCE

Compreender o funcionamento da modalidade linguística nos ajuda a entender os sentidos expressos em um determinado texto. O presente minicurso se propõe a tentar explicar, em um primeiro momento, a modalidade linguística do tipo deôntica, bem como os aspectos relacionados à sua ocorrência, e demonstrar como a análise dessa categoria nos permite depreender os valores do texto analisado. A modalidade deôntica é expressa por diversas formas linguísticas e está situada no âmbito do dever. Ela diz respeito à possibilidade ou necessidade de atos executados por agentes moralmente responsáveis. Desta forma, faz-se imperativo que tenhamos um apoio teórico de base funcionalista, pois nos permite considerar os pontos de vista sintático, semântico e pragmático de forma integrada. Assim, nos baseamos em Palmer (198), Dik (1997), Verstraete (2004), Neves (2006), dentre outros autores, para explanarmos a modalidade deôntica e algumas categorias de análise. Em um segundo momento, partimos para a apresentação das características do texto Lady Windermere’s fan, uma peça de Oscar Wilde. É neste momento que discutimos, também, os aspectos da era vitoriana e os valores desta sociedade que podem, ou não, estar presentes no texto. Em seguida, analisamos alguns excertos da obra de acordo com as categorias de análise apresentadas. Portanto, a metodologia se dará por meio de exposição e discussão oral, bem como atividade relativa à análise de trechos da peça supracitada.
Material utilizado: data show (projetor).
Número de vagas: 25
OFICINA
MÉTODOS E ESTRATÉGIAS PARA A GESTÃO DO TEMPO
Paula Perin – UFC
Esta oficina tem por objetivo apresentar métodos e estratégias de gestão de tempo, ou melhor, de administração dos eventos que o ser humano precisa atender num período estipulado de tempo. Baseia-se no conceito de que as atividades que realizamos no dia a dia podem ser classificadas numa tríade, a Tríade do Tempo, conforme Barbosa (2007), que representa a forma como o indivíduo gasta suas horas. Pretende-se conduzir uma reflexão sobre como as pessoas enquanto estudantes empregam o seu tempo e apresentar estratégias de criação de metas de curto, médio e longo prazo. Numa era de intenso avanço tecnológico, em que o mundo acelerado acaba tornando as pessoas imediatistas, é importante compreender que as ações desenvolvidas no presente farão toda a diferença no futuro. Quando se trata de construir uma carreira, é ainda na faculdade que o estudante precisa filtrar as leituras e ir aprofundando seus conhecimentos na área que pretende exercer.

Palavras-chave: Gestão; Tempo; Métodos; Estratégias; Metas.

Número de vagas: 25


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I Colóquio Acadêmico sobre a Modalidade Deôntica - GEMD




CONFERÊNCIAS

MODALIDADE E SUA INVESTIGAÇÃO EM GÊNEROS ESPECÍFICOS
Márcia Teixeira Nogueira
Profa. Dra. do Depto. De Letras Vernáculas/PPGL - UFC

A modalidade linguística concerne à qualificação do enunciado quanto à atitude ou o julgamento do enunciador em relação ao enunciado que produz. Em poucas palavras, a modalidade diz respeito ao modo como se diz o que é dito. O Grupo de Estudos em Funcionalismo da UFC tem desenvolvido pesquisas com o objetivo de descrever e explicar a manifestação da modalidade em diferentes instâncias discursivas, considerando, de modo integrado, os meios linguísticos lexicais e gramaticais utilizados e os efeitos de sentido obtidos. Sabemos que os estudos sobre modalidade são bastante diversificados, pois se realizam em diferentes enfoques teóricos. Se a investigação da modalidade se caracteriza, em cada perspectiva de análise, por priorizar ou os aspectos lógicos, relacionados ao valor de verdade do conteúdo das proposições, ou as propriedades sintáticas e semânticas que envolvem o uso dos modalizadores, ou os efeitos discursivos dessa categoria em contextos de enunciação; a abordagem funcionalista distingue-se por tratar, de modo integrado, os aspectos formais e funcionais do processo de modalização em ocorrências reais de uso da língua. Nesta apresentação, pretendemos fazer algumas considerações sobre os diferentes domínios funcionais da modalidade, discutir algumas ocorrências reais de uso dos modalizadores e seu papel na construção discursiva de alguns gêneros textuais.

PALAVRAS-CHAVE: Modalidade – Discurso – Gêneros textuais

COMO PROFESSORES EXPRESSAM MODALIDADE DEÔNTICA NA AULA DE INGLÊS.
                                                                                     Maria Fabiola Vasconcelos Lopes.
                                   Profa. Dra. do Departamento de Letras Estrangeiras/PPGL – UFC.


O estudo aqui proposto versa sobre a modalidade deôntica e objetiva discutir os marcadores veiculados no discurso de professores em interação com os alunos em ambiente de ensino de língua inglesa. A fim de promover tal discussão optamos pelo funcionalismo, o que nos permite considerar a língua como um instrumento de interação verbal, e os aspectos sintáticos, semânticos e pragmático-discursivos integradamente. O Corpus foi constituído de enunciados de seis professore colaboradores. A investigação se respalda  pelos trabalhos de Lyons (1977), Almeida (1988), Palmer (1986), Bybee, Perkins & Pagliuca (1994), Bybee & Fleischman (1995) e Verstraete (2004). A pesquisa sinalizou o professor como fonte em 78,0% e o aluno,  como alvo em 70,1%, sendo que o professor pouco se inclui na instauração do valor deôntico. Também observamos que os marcadores de modalidade além de auxiliarem nas explicações e instruções, são revestidos de marcas de atenuação do valor deôntico no discurso dos professores-sujeitos. Estes, por sua vez, se utilizam da suavização da carga semântica dos marcadores da modalização deôntica em suas aulas deixando cair por terra o caráter autoritário. Por fim, o estudo contribui no entendimento dos valores deônticos por meio de verbos modais, imperativos e outros nas escolhas do falante em contexto de ensino. A investigação contou com apoio FUNCAP.

Palavras-chave: modalidade; ensino; língua inglesa.



           A MODALIDADE DEÔNTICA NA PEÇA THE LADY WINDMERE’S FAN.


  Rachel Uchôa Batista.
Instituto Federal do Ceará - IFCE.

A modalidade deôntica diz respeito à possibilidade ou necessidade de atos executados por agentes moralmente responsáveis. Quando analisada do ponto de vista do funcionalismo, é possível transitarmos entre forma linguística e sentido, em um contexto específico, para analisarmos os efeitos de sentidos expressos por meio do uso daquele tipo de modalidade. Deste modo, este trabalho investigou a relação existente entre as expressões linguísticas da modalidade deôntica e a construção de discursos que revelam valores da era vitoriana na peça Lady Windermere’s fan. Analisamos 299 enunciados modalizados deonticamente, dispostos ao longo dos quatro atos da peça, de personagens dos gêneros masculino e feminino. Para tal investigação, tivemos base em Palmer (1986), Dik (1997), Verstraete (2004), Neves (2006), dentre outros autores que nos auxiliaram na compreensão da modalidade linguística, em especial a deôntica. O estudo detalhado nos permitiu constatar que os meios linguísticos de expressão da modalidade de maior produtividade foram os da categoria ‘Verbos auxiliares’, que corresponderam à 51% das ocorrências analisadas. O valor deôntico mais instaurado foi o de obrigação, correspondendo a 58% das ocorrências totais. Ao fim, concluímos que os modalizadores deônticos presentes nos enunciados dos personagens da peça Lady Windermere’s fan não se prestam, exclusivamente, à expressão de valores vitorianos.
Palavras-chave: Modalidade. Deôntica. Era vitoriana.
                                              
O USO DA(S) MODALIDADE(S) NA CONSTRUÇÃO TEXTUAL-DISCURSIVA: CONCEITO E TIPOLOGIA

Profa. Dra. Cláudia Ramos Carioca – UNILAB

RESUMO: Esta palestra está fundamentada na abordagem funcionalista e objetiva refletir sobre a definição, identificação e aplicação da categoria linguística modalidade (dinâmica, deôntica, volitiva, epistêmica, evidencial etc.) na construção textual-discursiva, tendo em vista que a modalidade é considerada como a maneira que o enunciador se expressa em relação ao conteúdo da frase, ao grau de verdade existente nela, ou em relação a quem o enunciado se destina. Sua manifestação ocorre diversificadamente, podendo ser expressa por advérbios, certos verbos, também por algumas categorias gramaticais, dentre outros. Este panorama considera a relevância dos estudos sobre a(s) modalidade(s) para uma percepção linguística mais aguçada do uso dessas estratégias e, consequentemente, fomenta pesquisas que explicitam tais ocorrências.


PALAVRAS-CHAVE: modalidade; funcionalismo; discurso.


COMUNICAÇÕES


A GRAMÁTICA MATUTA DA TRADUÇÃO DA COMÉDIA ACARNENSES DE ARISTÓFANES PARA O CEARENSÊS

Ana Maria César Pompeu.
Professora Doutora.
Universidade Federal do Ceará.

A tradução matuta de Acarnenses de Aristófanes (POMPEU, 2014) apresenta alternativas de expressividade da língua portuguesa para a da comédia aristofânica. A comédia e a vida no campo desmascaram os artifícios de linguagem da cidade (PLÁCIDO, 2001). Descreveremos a gramática matuta da nossa tradução e sua semelhança às marcas da oralidade da fala do cearense comum no seu cotidiano (BAGNO, 2007). O falar matuto cearense consiste no uso de apenas uma marca do plural, “tu” com o verbo na terceira pessoa, na queda dos erres finais e substituição por acento na vogal anterior; o mesmo procedimento vale para as terminações em -ou, há a eliminação da sílaba inicial do verbo está, repetições de não, mudando a primeira forma (tu num tá vendo não), o “lh” por “i”, uso do diminutivo, substituindo -inho por -in (DOURADO, 2013), “pra”, “pros, pras” em vez de “para”, “para os” e “para as”, uso das interjeições características, ênfases (euzin aqui ó, abestaiadin, vô é batê na porta), “mermo” por “mesmo”, a queda do “l” final de algumas palavras, entonações características (Pense numa sacudida grande!). As alterações ou criações têm intuito expressivo, são intensificadores do sentido. Sendo um texto teatral e cômico, a peça Acarnenses enfatiza a oralidade e o cotidiano do ateniense comum, logo a tradução do texto original do grego clássico (OLSON, 2002) para o matuto cearense é uma adaptação linguística legítima e não contraria a tradução ética (BERMAN, 2013).
Palavras-chave: Gramática matuta; Acarnenses; Cearensês.



MODALIDADE DEÔNTICA EM CANÇÕES PARA CRIANÇAS

                                                                                         Aline Fabíola Freitas Mendes.
                                                                                                 Doutoranda - PPGL/UFC .

Este artigo trata da manifestação da modalidade deôntica em canções para crianças a partir da perspectiva funcionalista. A língua é, portanto, considerada, por excelência, um instrumento de interação social em que a expressão linguística se realiza em função da intenção do falante, de sua informação pragmática e da antecipação da interpretação do ouvinte; já a interpretação do ouvinte dá-se em função da expressão linguística, da informação pragmática e de como reconstrói a intenção comunicativa do falante (DIK, 1997). Analisamos a função dos modalizadores deônticos em 09 canções para crianças, mais especificamente as dos três álbuns de Adriana Calcanhoto: Partimpim Um, Partimpim Dois e Partimpim Tlês. Essas produções são constituídas tanto de canções produzidas especificamente para o público infantil como por canções que não foram inicialmente pensadas para crianças, mas que posteriormente foram retextualizadas para esse público. Nas estruturas analisadas, observamos que o valor deôntico de permissão mostrou-se mais abundante que a proibição e a obrigação. No que diz respeito à fonte deôntica, a pessoa que possui autoridade nas canções, apresenta-se, mais frequente, na figura de um adulto. Já quanto ao alvo deôntico, verificamos a presença de crianças, alimento e até de animais, legitimando o caráter lúdico do gênero em estudo.

Palavras-chave: modalidade deôntica; funcionalismo e canção para crianças



VOZES VERBAIS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA ANTES E DEPOIS DE 1998: UM BREVE ESTUDO COMPARATIVO.                                                

                                                                                    Francisco Jardes Nobre de Araújo.
                                                                                                  Doutorando - PPGL/UFC.
O livro didático é um recurso extremamente importante na prática pedagógica do professor da educação básica, uma vez que está de acordo com as diretrizes estabelecidas nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e oferece a milhares de alunos a oportunidade de estar em sintonia ao estudarem os mesmos textos  realizarem os mesmos exercícios propostos. Este trabalho analisa as mudanças ocorridas nos livros didáticos de dois períodos da história recente da educação brasileira: antes e depois de 1997, ano da implementação da Lei de Diretrizes e Bases 9.394/96. Para isso, compara livros de português do 1º Grau com os do Ensino Fundamental e livros do 2º Grau com os do Ensino Médio no tocante à apresentação do assunto "Vozes verbais". Concluiu que os livros posteriores à referida Lei apresentam uma exposição mais voltada para a reflexão em torno dos usos da língua e exercícios de compreensão do fenômeno e exploração de suas implicações na comunicação, em vez da ênfase na estrutura e na memorização trazida pelo material didático do período anterior. 

Palavras-chave: Livro didático. Ensino de português. Voz verbal. 



‘VEM MODALIZAR DEONTICAMENTE TAMBÉM!’

Profa. Maria Manolisa Nogueira Vasconcellos.
Departamento de Letras Estrangeiras – UFC.


O Grupo de Estudos em Modalidade Deôntica (GEMD), de cunho funcionalista, atua em duas linhas: análise e descrição e linguística aplicada. Nesta comunicação, vamos nos concentrar nessa última, visitando três trabalhos por mim orientados de modo a fornecer a investigadores noviços algum conhecimento básico sobre a modalidade deôntica (MD). O objetivo primordial desta comunicação é criar nesses investigadores curiosidade capaz de levá-los a filiação ao GEMD e, consequentemente, o desenvolvimento de estudos na linha aqui contemplada. Iniciaremos nossa apresentação definindo a MD como a manifestação das intenções e atitudes de um locutor perante os enunciados que produz através de sucessivos atos ilocucionários de modalização, que se atualizam por meio dos diversos modos que a língua oferece (cf. KOCH, 2002). Posteriormente, faremos uma breve exposição dos trabalhos intitulados: (a) A modalidade e o efeito de sentido em Blankets de Craig Thompson de Raquel Sobrinho, (b) Estudo da modalidade deôntica em anúncios pró-tabagismo de José William da Silva Netto e (c) Um breve estudo sobre as marcas da modalidade deôntica: relações intersubjetivas de Suzane Gomes da Cunha – motivados a partir de gêneros textuais diferentes. Esses trabalhos se fundamentam nos estudos de Palmer (1986 e 2001) e Portner (2008), Koch (2004 e 2006), Lopes (2009) e Nogueira & Lopes (2011).




O ENSINO DA MODALIDADE DEÔNTICA POR MEIO DOS GENÊROS TEXTUAIS.
                                                                                             
                                                                                                       Marílio Salgado Nogueira – SEDUC.

Com o intuito de discutir o ensino da modalidade deôntica em escolas públicas, este trabalho tem por objetivo demonstrar uma experiência de ensino da modalidade deôntica por meio da utilização de gêneros textuais de forma contextualizada, com características semântico-pragmáticas, baseado em autores como Vasconcelos (2014), Koch (2002), Marcuschi (2012), entre outros. Esta experiência foi desenvolvida por meio do Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID), do curso de Letras Português da Universidade Estadual do Ceará (UECE), em uma escola pública do Estado do Ceará. Na ocasião, contamos com a participação de seis turmas do ensino médio, os quais, sob nossa orientação, realizaram um trabalho analítico dos elementos deônticos presentes em diferentes gêneros textuais e produziram textos. As aulas foram desenvolvidas por meio de exposições teóricas e dialogadas, bem como, por meio do trabalho sob a perspectiva da aprendizagem colaborativa, em que há a participação efetiva dos alunos na construção do conhecimento (JONASSEN, 1996). O resultado deste trabalho mostrou que noventa e dois por cento (92%) dos alunos, em suas produções textuais, apresentaram o uso adequado dos elementos deônticos nos diferentes contextos de uso. Concluímos, pois, que o ensino sistematizado dos elementos deônticos presentes nos textos, contribui para a aquisição de um conhecimento que ainda não era de domínio parcial ou total dos alunos.

Palavras-chaves: Ensino; modalidade deôntica; gênero textual.




O ESTUDO DA MODALIDADE DEÔNTICA EM MÍDIA TELEVISIVA
                                                            
 Larisse Carvalho de Oliveira.
Mestranda – PPGL/ UFC

A presente pesquisa tem como objeto de estudo a modalidade deôntica, e como corpus, a série televisiva americana, House (2004-2014), que faz parte do gênero narrativa seriada, em crescente ascenção nos dias atuais. O objetivo geral dessa pesquisa é utilizar os pressupostos funcionalistas de Dik (1989), no que diz respeito ao contexto linguístico, para analisar as ocorrências de modalidade deôntica no discurso médico das personagens da série citada. Os problemas secundários que nortearam esse trabalho estão dispostos, a seguir:  a) Como os verbos plenos e os verbos modais/auxiliares diferenciam o grau de modalização no discurso médico televisivo na série televisiva House (2004-2012)? b) As diferenças na relação hierárquica entre fonte e alvo proporcionam a ocorrência de expressões asseveradoras ou mitigadoras de valores deônticos, influindo na conduta médica na série? c) Como a fonte instauradora da modalidade deôntica transforma a imagem da conduta médica, ou corrobora com ela, na sociedade representada na trama televisiva? Apoiamo-nos nos conceitos de modalidade de Lyons (1977), Palmer (1979), Bybee (1995), Neves (2006) e Lopes (2009) Pessoa (2007), entre vários outros. Focalizaremos na modalidade deôntica, um domínio funcional que trata do modo como o falante diz algo exprimindo a sua vontade, seja de forma asseverada ou mitigada.Os resultados apresentados, aqui, dizem respeito aos três primeiros episódios das duas primeiras temporadas da série, para podermos analisar o desenvolvimento de suas personagens, totalizando seis episódios. Para facilitar o manuseio dos dados foi necessário o uso desse material em modalidade escrita, encontrado em rede virtual e conferido por nós, comparando o material disponível escrito, com o televisivo, para sanar possíveis desentendimentos. Nosso trabalho é diferencial, pois vê o uso linguístico em um gênero, que é escrito para ser falado, alcançando um grande público desta maneira. Até agora, analisamos 153 ocorrências, foi possível concluírmos que o meio de expressão e o valor deôntico mais recorrente são os de modo verbal (57,5%) e de obrigação (73,9%), respectivamente. Como já esperado, tanto a fonte (92,2%) quanto o alvo (86,3%) deôntico, tendo o médico como enunciador/receptor, obtiveram números significativos.  Portanto, com base nas análises realizadas, podemos concluir que os verbos modais oferecem mais dinamicidade ao tipo de discurso televisivo estudado, impondo valores hierárquicos de polidez, e por vezes disfarçando uma ordem sob o pretexto de uma suposta necessidade performada pelo verbo ‘precisar’ (need) tal qual pode ser associado ao proposto por Palmer(1986), a respeito do verbo ‘want’ (querer). Com a conclusão desta, poderemos expor novas observações teóricas sobre o domínio funcional da modalidade em Língua Inglesa, emitindo juízos de valores concernentes ao discurso televisivo e as suas relações comunicativas. 

Palavras-chave: Modalidade deôntica. Discurso médico-televisivo. Valores deônticos.

A MODALIDADE DEÔNTICA NA COLUNA CONFRONTO DAS IDEIAS DO JORNAL O POVO

Maria de Fátima de Sousa Lopes. .
Mestranda PPGL/UFC.

O presente estudo analisa de que maneira as expressões linguísticas da modalidade deôntica atuam na defesa de pontos de vista apresentados na coluna Confronto das Ideias do jornal O povo. Pesquisamos trinta temas discutidos na referida coluna jornalística em que para cada tema há duas opiniões, uma a favor da temática e a outra, contra. As questões tratadas em toda a coluna fazem referência a questões sociais, e os textos coletados fazem menção aos anos de 2013 e 2014. Vista como a modalidade relacionada à possibilidade ou necessidade de atos executados por agentes moralmente responsáveis, a modalidade deôntica foi analisada do ponto de vista sintático, semântico e pragmático. A pesquisa demonstrou, previamente, uma relação entre as questões discutidas serem de caráter social e apelativo e a frequência de uso de expressões deonticamente modalizadas, fazendo-nos acreditar que quanto mais social for o assunto discutido, mas frequentemente os autores utilizaram expressões para apresentar a sua opinião. A pesquisa mostrou a recorrência dos verbos “dever” e “poder”, do valor deôntico de “obrigação” e “proibição”, da fonte “enunciador”, do alvo “não-especificado”, do tempo “presente” e do modo “indicativo”. Os autores por apresentarem opiniões referentes a questões sociais, que envolvem a comunidade, utilizam os mecanismos linguísticos deônticos ora para asseverar ora para atenuar as ideias defendidas, objetivando constantemente a adesão dos leitores às ações verbais por eles defendidas.
Palavras-chave: modalidade; deôntico; coluna


A MODALIDADE DEÔNTICA E O GÊNERO INSTRUCIONAL

 Clarisse Magno da Silva.
Graduada em Letras  UFC/FISK.
 Maria Fabíola Vasconcelos Lopes.
Profa. Dra. do Depto. de Letras Estrangeiras – UFC.


Uma vez que o estudo de gêneros textuais é algo presente na escola e de grande importância para desenvolvermos a capacidade comunicativa seja ela oral ou escrita, decidimos trabalhar com algum gênero textual que não recebesse tanta atenção em sala de aula. Dessa feita, centramo-nos em um estudo que analisa textos envolvendo o gênero instrucional. A fim de realizarmos o referido estudo buscamos perceber como este gênero é formado, suas principais características para a partir daí sabermos como seria possível trabalhá-lo em sala de aula de forma mais eficiente. Acreditamos que compreender os mecanismos por trás da modalidade deôntica dentro do jogo de tabuleiro, de caráter instrucional pode auxiliar professores e profissionais do ensino a empregá-lo em benefício do ensino de gramática contextualizada.  Como referencial teórico interessa-nos os trabalhos de Raimes (1978), Koch e Favero (1998), Bronckart (1999), Sheneuwly et al. (2004), Marinello, Benetti e Köche (2008) e Lopes (2009 e 2011). Dos processos metodológicos realizamos a leitura de textos acerca de gêneros textuais e sobre o ensino de gênero em sala de aula, selecionamos os jogos de tabuleiro, analisamos o material escolhido e categorizamos resultados. Observando os resultados, é possível notar que o uso do modo imperativo (59,6%), os valores de procedimento (28,7%) e de obrigação (61,3%) bem como a manifestação por meio do verbo pleno (72,8%) constroem o gênero instrucional.

PALAVRAS – CHAVE: gênero textual; texto instrucional; modalidade deôntica.




O  LIVRO TEXTO EM UM ESTUDO DE DESCRIÇÃO.

 Bruna Renata Rocha Fernandes.
Universidade Federal do Ceará - UFC.
 Maria Fabiola Vasconcelos Lopes .
Profa. Dra. do Depto. de Letras Estrangeiras – UFC.


Sabe-se que ensino de gramática nas aulas de português nos ensinos fundamental e médio apresentam alguns problemas. Geralmente, esses problemas são devido ao uso de gramáticas com foco na forma. Ou seja, gramáticas prescritivas. E esta não é uma realidade encontrada apenas nas aulas de português. Há muitos problemas no ensino de gramática também nas aulas de inglês como língua estrangeira. E tentando buscar soluções muitos professores de inglês seguem totalmente o livro texto. Portanto, é de grande importância saber como as atividades de gramática são apresentadas nesses livros. Assim como também é relevante verificar o tipo de perspectiva presente nestes materiais. Se é a perspectiva formal, mais tradicional e prescritiva, ou a funcional, com foco na função desempenhada pela língua. A pesquisa tem por objetivo investigar as atividades com foco em gramática dos livros de língua inglesa do ensino médio. A investigação ocorre por meio do levantamento, classificação e análise das atividades de todas as unidades em dois livros adotados na escola pública de Fortaleza para alunos do ensino médio. O estudo de descrição, se volta para os livros English For All e Log In to English 1. Como resultado da análise foram encontradas um total de 54% de atividades de preenchimento de lacunas, 28% de compreensão literal, as de numeração de colunas contabilizaram 12% e as de desembaralhamento de frases 6%. Assim, concluiu-se que todas as atividades de gramática dos dois livros analisados são de característica estruturalista. A base teórica da pesquisa encontra-se nos trabalhos de Neves (1997), Halliday (1973), Conejo (2007), entre outros autores funcionalistas e estruturalistas.

PALAVRAS-CHAVE: GRAMÁTICA, FUNCIONALISMO, ESTRUTURALISMO




O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA ATRAVÉS DO GÊNERO TEXTUAL JORNALÍSTICO, NA FORMAÇÃO DE UM LEITOR CRÍTICO – MEMORIAL REFLEXIVO DOS ESTÁGIOS SUPERVISIONADOS DO CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS LÍNGUA INGLESA DA UNEB – CAMPUS IV EM PARCERIA COM O PROJETO PIBID.

Girlene Santos Vieira
Universidade do Estado da Bahia- DCH- Campus IV
Juliana Cristina Salvadori
Profª Drª da Universidade do Estado da Bahia- DCH- Campus IV

  
 O presente memorial discute, a partir de experiências de  formação docente nos estágios supervisionados propostos pelo curso de Licenciatura em Letras Língua Inglesa e Literaturas da Universidade do Estado da Bahia – Departamento de Ciências Humanas – Campus IV, em parceria com o PIBID (Projeto institucional de bolsa de iniciação a docência), os desafios postos pelo ensino de Língua Estrangeira na escola, compreendida como  lugar de diálogo com outras culturas e modos de ver e interpretar a realidade (vide PCN, 1998). O presente texto enfocará o trabalho desenvolvido com os alunos do 2º ano do Ensino Médio que objetivou o ensino de Língua Inglesa através do gênero textual jornalístico com o intuito de formar um leitor crítico.  Tendo a leitura como foco principal, compreende-se que o processo de Ensino/aprendizagem de uma Língua não deve ser feito de maneira descontextualizada das práticas sociais, como afirma Smith (1999). Para tanto, é relevante o uso de textos de diversos gêneros como forma de incentivo a leitura e, em consequência disso, o conhecimento da língua alvo. O presente trabalho tem como suporte teórico os PCNs (1998); Jordão (2007) e Antunes (1937); os quais defendem que a gramática e o léxico devem são definidos a partir das escolhas temáticas e textuais. Ao focar os gêneros textuais como objeto de estudo, objetivamos trabalhar as  formas de utilizá-los como ferramenta para o ensino da língua estrangeira, já que é função desafiadora do educador tornar os alunos proficientes leitores e produtores de textos, sem perder de vista os usos e funções sociais dos gêneros estudados e, para tanto, precisa ajudá-los a desenvolver competências metacognitivas que propiciem a análise e interpretação de textos. Nesta perspectiva, o desenvolvimento do projeto se baseou em leitura de textos em classe; produção de texto oral e escrito; além de discussões sobre os temas e conteúdos abordados nos textos. Assim foi possível verificar que o ensino de língua requer do professor conhecimento de técnicas e métodos contextualizadores para que haja um melhor resultado no objetivo do processo ensino/aprendizagem.
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Palavras chaves: Ensino e aprendizagem de Língua Inglesa, estágios supervisionados, leitura, leitor crítico.


TAREFAS DE TRADUÇÃO: UMA INVESTIGAÇÃO DOS PROCESSOS COGNITIVOS PELO VIÉS DA HIPÓTESE DA PRODUÇÃO

Antonia de Jesus Sales – Mestranda UFC
Maria da Glória Guará  Tavares – Orientadora - UFC

Este estudo visa investigar a existência de uma possível interface entre atividades de tradução na sala de LE e as funções da Hipótese da Produção de Swain. Para isto, o presente estudo parte do pressuposto de que traduzir é produzir língua, considerando a tradução como recriação de efeitos de sentido (Santoro, 2011) e, assim, analisaremos se as funções da Hipótese da Produção emergem durante a atividade de tradução a ser proposta. Para fundamentar esta investigação teoricamente, recorremos aos estudos de Swain (1985, 1993, 1995, 1998, 2000, 2010) e outros estudos referentes à Hipótese da Produção (Swain e Lapkin (1995), Woodfield (1997), Ohta, (2000), Shehadeh, (2002, 2003), Izumi (1999, 2002, 2003), Ehsan (2011)). A metodologia prevê a condução de um experimento prático com uma atividade de tradução, em que os participantes da pesquisa serão estudantes de graduação em Letras-Inglês (20 alunos), na qual estes farão uma atividade em dupla, gravada em áudio. Com base na transcrição deste, será feita uma análise para investigar uma possível relação da atividade de tradução proposta e as funções da Hipótese da Produção de Swain. Portanto, analisaremos se durante a atividade de tradução, os participantes notam lacunas, formulam hipóteses e refletem metalinguisticamente acerca da LE/L2.

Palavras-chave: Ensino. Cognição. Língua Estrangeira. Tradução. Hipótese da Produção.


O USO DOS AUXILARES MODAIS DEBER E PODER EM EDITORIAIS DE LÍNGUA ESPANHOLA: UMA EXPRESSÃO DOS VALORES DEÔNTICOS DE OBRIGAÇÃO E PERMISSÃO
André Silva Oliveira (UFC).
Mestrando em Linguística- GEF/GEMDLE.
Márcia Teixeira Nogueira (UFC).
Profa. Dra. Departamento de Letras Vernáculas/PPGL.

Este trabalho tem por objetivo identificar os valores deônticos de obrigação e permissão por meio dos modalizadores deber e poder em editoriais de língua espanhola difundida em textos retirados da Internet. Nosso embasamento teórico está centrado numa abordagem funcionalista da modalidade que entende que os enunciados comunicativos dependem, em parte, das reais intenções do falante em relação ao que se espera que ele compartilhe com seu interlocutor. Dessa forma, fizemos uma procura pelas características formais da categoria linguística estudada por meio do gênero textual escolhido, o editorial. Escolhemos esse gênero jornalístico por se tratar de um texto de caráter opinativo que melhor expressaria os valores deônticos em questão, apresentando essas características de forma clara por meio dos recursos teóricos de extrema habilidade expressiva de persuasão na tentativa de convencer aos leitores o ponto de vista apresentado com a finalidade de formar opinião. Assim como os demais gêneros de caráter de opinião, o editorial trata de temas eminentes da atualidade, mas não se limitando apenas a eles, tendo por finalidade máxima influenciar a opinião pública. Vale ressaltar que o editorial apresenta os acontecimentos de forma concisa aos seus futuros leitores, analisando-os de forma crítica, o que proporciona uma maior frequência de aspectos modais. Para a realização dessa pesquisa, fizemos uma busca por editoriais (variedade peninsular) em dois jornais publicados na Internet, dos quais nomeamos de Periódico I (P1) e Periódico II (P2). Após a leitura dos textos e a coleta dos dados, fizemos a análise quantitativa e qualitativa dos valores deônticos de obrigação e permissão expressos por meio dos modalizadores deber e poder por meio dum software chamado SPSS. Com esta pesquisa, esperamos expor os valores deônticos de obrigação e permissão a partir da categoria do gênero textual escolhido para que se motivem mais estudos e reflexões a respeito da abordagem funcionalista.   
PALAVRAS-CHAVE: Funcionalismo; Modalidade Deôntica; Língua Espanhola; Editorial.



PROCESSOS TEXTUAIS: UMA ANÁLISE COM FOCO EM MATERIAL DIDÁTICO.

                                                                                                    Wéslly Lima dos Santos.
                                                                                                                 FUNCAP-UFC.
                                                                                     Maria Fabíola Vasconcelos Lopes.
 Profa. Dra. do Depto. de Letras Estrangeiras – UFC.

Considerando que os livros didáticos utilizados em contexto de ensino de língua estrangeira geralmente trazem uma abordagem que privilegia muito mais a estrutura, interessa-nos uma investigação que  procure descobrir se há ao menos indícios de questões que fazem o uso da língua como fenômeno social; ou seja, que apontam para os sentidos dentro de um contexto. Nessa perspectiva, a teoria de transitividade de Halliday (1994) reforçado por Cunha e Souza (2011) nos parece ser um caminho uma vez que tal teoria está intimamente atrelada as ações presentes nos textos (processos)  e o aos participantes e circunstâncias. A partir dos processos da transitividade, objetivamos descobrir se os enunciados presentes nas seções de interpretação de texto fazem os alunos estabelecerem associações com os processos textuais relacionados a cada questão, ao texto e as respostas dadas. Dessa maneira analisamos o livro Alive High, adotado em escolas publicas de ensino médio na procura de saber se existem questões com a abordagem ligadas aos processos de Halliday. Até o momento observamos que de 93 questões avaliadas, dos volumes 1 e 2 do livro em análise, 24,73% faz uso de processos. Vale salientar que trazemos resultados parciais uma vez que a pesquisa ainda está em andamento. Daí podemos depreender que há uso de atividades que levam o estudante  a refletir sobre o texto, não ocorrendo somente atividade de associação de colunas, por exemplo. Porém, as questões com foco nos processos ainda não são tão exploradas.

Palavras-chave: Processos; questões; livro didático.

A IMPORTÂNCIA NA COMPILAÇÃO E NO USO DE MATERIAL DIDÁDICO DE LÍNGUA INGLESA
Gerson Davi da Silva Braga.
Graduando do curso de Letras Português/Inglês - UFC.

O uso e a compilação de um material didático requerem do professor de língua inglesa prudência e a devida importância de como usufruir do conteúdo presente em ambos. Tal material precisa ser tido como um instrumento que favoreça não somente ao professor, mas prioritariamente, ao aluno, de modo que este usufrua daquilo que o material lhe oferece como fonte de conhecimento. Assim, torna-se imprescindível considerar passos importantes ao compilar um material didático. Nesse sentido, justifica-se um estudo voltado para a análise do material elaborado, seja ele compilação ou não. O estudo tem como objetivo a análise e o levantamento de dados de atividades oriundas da unidade 8 do livro didático Globe trekker (2008). Como base para a fundamentação teórica, guiamo-nos pelos  processos abrangidos por Vilson Leffa (2008), tanto quanto pelos ensinamentos de Jocelyn Howard e Jae Major (2005). Da metodologia, selecionamos o livro Globe Trekker e a unidade supracitada a partir de observação de atividades aplicadas na escola pública, atividade desenvolvida como parte da disciplina de elaboração de material do curso de Letras. O estudo por ora em desenvolvimento, já permite consideramos que tal material se utiliza de forma efetiva dos domínios cognitivo (58%) e afetivo (42%) discutidos por Leffa (2008). Observamos, assim, a necessidade de um conhecimento maior por parte dos docentes no que diz respeito às teorias e ensinamentos dos autores citados, não somente para que possam compilar seus próprios materiais, mas também fazer melhor uso dos que já possuem.

Palavras-chave: material didático; domínio cognitivo; domínio afetivo.


ANÁLISE CRÍTICA DO MATERIAL DIDÁTICO HIGH UP 2: REFLEXÕES E PROPOSTAS
Samira Silva de Souza.
Graduanda do curso de Letras Português/Inglês – UFC.
Thamyres Barrozo de Paula.
Graduanda do curso de Letras Português/Inglês – UFC.

Este trabalho analisa o material High Up 2 (DIAS, R. JUCÁ, L. FARIA, R., 2013), unidade 6, e sua utilização em duas aulas de inglês a nível de 2° ano do ensino médio. As aulas foram ministradas por um único professor na escola EEFM Heráclito de Castro e Silva, localizada no Bairro João XXIII, Fortaleza, CE. Por meio desta pesquisa, objetivou-se propor alternativas para elaboração e para utilização do referido material. Como fundamentação teórica, foram utilizadas, sobretudo, as teorias de Penny Ur (1991) e de Leffa (2005). Primeiramente, foi observada a utilização do material supracitado durante duas aulas. Então, partiu-se para a análise da composição do material propriamente dito, por meio do levantamento de dados acerca das atividades. Resultados preliminares apontam que, das doze atividades analisadas, 33% (4) tinham enfoque no ensino de vocabulário; outros 33% (4), na habilidade de leitura; 17% (2), na competência oral e 17% (2), na competência escrita. Portanto, evidencia-se uma deficiência no estímulo do desenvolvimentoda compreensão auditiva. Além disso, 100% (12) das atividades eram de abordagem situacional (LEFFA, 2005), pois estavam contextualizadas com situações cotidianas. O foco estava na significação do uso da língua mais do que na estrutura gramatical. Além disso, 42% (5) das atividades eram de resposta pessoal. Esses e outros recursos identificados proporcionaramaos alunos uma aprendizagem significativa.

Palavras chave: Elaboração de Material Didático; Aprendizagem Significativa; Ensino de Língua Inglesa.

A IMPORTÂNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO EFETIVO DO ALUNO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

Karla K. Amorim Silva
Graduanda em Letras – Português – Inglês/ UFC


Oriundo da observação e análise do material didático utilizado numa escola da rede pública de Fortaleza, esse trabalho visa ressaltar a importância do material didático na construção do conhecimento efetivo do aluno de língua estrangeira. Partindo do ponto de que é necessário que o professor, no seu papel de facilitador, necessita que o seu material seja um aliado no processo de construção do saber do aluno. Após a observação e análise de material didático, elaboramos um e-book, cujo contexto é mais próximo da realidade dos estudantes da rede pública e que, ainda assim, busca abordar, de maneira efetiva, as quatro habilidades salientadas por Penny Ur (2009). Destarte, para o embasamento teórico desse trabalho, bem como o do e-book, seguiu-se os direcionamentos de Penny Ur (2009), Leffa (2008) e Howard & Major (2005). Para a produção do e-book levou-se em consideração a faixa etária e o nível de inglês dos alunos. Na nova proposta de material há um cuidado maior no conteúdo didático, visando prender o interesse desse público, usando temas que lhe sejam mais interessantes e específicos. Vale salientar que o e-book age como um material extra; um aliado do professor na sala de aula. Houve um trabalho mais meticuloso do que poderia ser interessante ao universo jovem: filmes, canções, livros, esportes, etc. Sem negligenciar o fato de que é interessante, também, por os alunos em contato com novidades, assim, houve a preocupação de acrescentar informações que por ventura não sejam do conhecimento dos alunos em geral, mas que seria uma informação interessante a ser acrescida.

PALAVRAS-CHAVE: material didático; e-book; ensino público.

ANÁLISE CRÍTICA DE ATIVIDADE DE VOCABULÁRIO EM MATERIAL DIDÁTICO PEDAGÓGICO EM INGLÊS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA.
                                                                                             
                                                                                              Clara Danielly Alves Maciel.
                                                                                                              Graduanda – UFC.

No contexto de uso de materiais didático-pedagógicos em inglês como língua estrangeira em sala de aula, muitas reflexões e trabalhos acadêmicos têm sido produzidos com o intuito de analisar o papel do professor como utilizador e modificador do material didático, no entanto, o próprio material didático em si precisa ser profundamente analisado e questionado para que tais modificações possam ser realizadas com sucesso. Ao analisar criticamente determinado aspecto de um material didático, deve-se levar em consideração o público-alvo, o nível dos alunos, o(s) modelo(s) de apresentação do conteúdo e as questões desenvolvidas sobre ele, dentre outros. É neste contexto que a linguística aplicada se debruça sobre o desenvolvimento dos materiais didático-pedagógicos utilizados para o ensino de inglês como língua estrangeira e procura torná-los mais eficientes e embasados teoricamente no âmbito do ensino-aprendizagem. Desta forma, o presente trabalho, que é fruto de observações de aula feitas durante a disciplina de elaboração de material didático-pedagógico em inglês como língua estrangeira, tem como principal objetivo analisar atividades de vocabulário apresentadas em um livro didático utilizado por alunos e professores do segundo ano do Ensino Médio em algumas escolas públicas de Fortaleza.  No que diz respeito a fundamentação da presente pesquisa, a mesma foi embasada em Penny Ur (2009) e Vilson J. Leffa (2008), por suas contribuições na produção de aporte teórico voltado para a análise de material didático e apresentação de soluções relacionadas ao tema. Ao contrário do que acreditávamos, o material utilizado demonstrou ser satisfatório em seus objetivos enquanto suporte para o ensino-aprendizagem de inglês enquanto língua estrangeira, todavia modificações, como formas de melhoramento, serão sugeridas ao final da análise.

Palavras chave: Material didático, linguística aplicada, vocabulário.


A RELEVÂNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO NA APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS.
Gina Andrade Diniz.
Graduanda em Letras Português-inglês – UFC.

Os materiais didáticos têm suma importância no desenvolvimento das habilidades que compreendem o ensino e a aprendizagem de uma língua estrangeira, logo é extremamente válido que o professor saiba como avaliá-los para que, assim, possa adequá-los às necessidades de seus alunos.  Este trabalho versa sobre a sequência cíclica proposta por Leffa (2008), pois parte de uma análise prévia das necessidades dos alunos; adequabilidade do material; necessidades dos alunos, em seguida preza pelo desenvolvimento, etapa em que são definidos objetivos gerais e específicos; as condições de desempenho; definição de abordagem; entre outros, continua com a implementação deste material, que vai variar de acordo com o profissional que irá utilizá-lo: seja o próprio professor, seja outro professor ou o próprio aluno, e finaliza/reinicia com a avaliação dos pontos positivos e pontos a serem melhorados. Desta forma, embasando-se não só na proposta de Leffa (2008), como também na proposta de Penny Ur (2009) foram desenvolvidas quatro unidades (lições) de um material voltado para o ensino da língua inglesa, onde foram contempladas as quatro principais habilidades para a fluência em uma língua estrangeira. O material foi elaborado para alunos entre treze e dezesseis anos de idade de cursos privados e/ou particulares de inglês.  Além das quatro competências, também se considerou o contexto tecnológico atual e as unidades foram desenvolvidas a fim de discutir assuntos pertinentes a zona de conforto dos alunos, possibilitando, assim, uma maior interação e melhor aproveitamento do material. Portanto, o material visa não somente seguir mecanicamente a uma proposta de elaboração de material, mas também conta com a habilidade do professor em dar ênfase a aprendizagem, acima de tudo.
Palavras-chave: Material didático; língua estrangeira; ensino, aprendizagem.

MODALIDADE, REFERENCIALIDADE E VOZ

Maria Claudete LIMA (UFC)

            Entendendo a gramática como mecanismo de codificação de significados, o presente trabalho avalia como a modalidade, a referencialidade, a voz e o contorno têmporo-aspectual se interpenetram na construção do texto. Para tanto, analisa, em um corpus escrito no português do século XIV, a Crônica Geral de Espanha de 1344, 1061 construções impessoais, passivas e médias, tomando como aporte teórico-metodológico os parâmetros de transitividade de Hopper e Thompson (1980) e a noção de modalidades comunicativas de Givón (2001, 2005). Os resultados mostraram uma tendência de a impessoal e a média clítica manifestarem a modalidade irrealis, em contraposição à passiva, que se mostrou, de modo geral, mais transitiva que as demais. Além disso, a impessoal e a média clítica apresentaram maior predominância de imperfectivo que a passiva, o que ilustra como a gramática é reflexo de um jogo  de forças cognitivo-semântico-pragmáticas manifestas no texto.

Palavras-chave: modalidade; referencialidade; transitividade.


A VOZ PASSIVA NO INGLÊS E SEUS USOS.

 Letícia Freitas de Assis.
Graduanda em Letras – UFC

A voz passiva é frequentemente tratada nas aulas de língua inglesa tendo um enfoque descontextualizado. Tal tratamento nos leva a ponderar sobre a voz passiva seus significados e seus usos.  Assim, com essa preocupação, o presente estudo objetiva apresentar os usos que envolvem a voz passiva no texto escrito para ser falado. Tencionamos demonstrar os usos e efeitos de sentido em particular, na peça de teatro “The Glass Ménagerie” de Tennessee Williams. A fim de proceder tal estudo, que por ora encontra-se em andamento, seguiremos o aporte teórico de Susan Bland (1996). Destacaremos o uso da voz passiva nos tempos verbais presente e passado simples, que objetiva organizar informações novas e dadas na frase. Abordaremos também significado e uso no futuro simples, que indica processos que ainda acontecerão, bem como nos tempos contínuos e perfeitos, levando em consideração que a autora entende voz passiva como  aquela que compreende sentenças em que o sujeito não pratica a ação, e sim a recebe ou é resultado de uma. Salientamos que  a voz passiva afeta o jeito que processamos mentalmente a informação em uma sentença, porém, não muda significado. Por fim, acreditamos que a investigação venha a contribuir para o entendimento da gramática dentro de um contexto oral de uso.

PALAVRAS-CHAVE: voz passiva; usos; contexto oral.

O AGIR ARGUMENTATIVO NO ÂMBITO DO JORNAL ESCOLAR: OS MECANISMOS DE ENUNCIAÇÃO E OS SISTEMAS PRAXEOLÓGICOS E REPRESENTACIONAIS

Fábio Delano Vidal Carneiro
(Université de Genève / Universidade Federal do Ceará – CAPES)
fdvc13@gmail.com

O objetivo do presente trabalho é analisar a argumentação presente nos textos de opinião dos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental, no âmbito do jornal escolar “Primeiras Letras”, especificamente em relação aos mecanismos de enunciação, analisando a relação das operações enunciativas com a atividade de linguagem que engendrou o texto. A análise dos marcadores textuais, modalizadores e outros recursos discursivos nos levam à conclusão de que determinadas capacidades linguísticas e textuais devem e podem ser elucidadas pelo trabalho pedagógico realizado na escola em relação ao ensino da língua portuguesa, especialmente no que tange ao domínio dos gêneros discursivo-textuais, sob pena de não formarmos alunos aptos ao uso da linguagem no mundo das relações e das práticas sociais.

PALAVRAS-CHAVE: Texto de opinião, argumentação, mecanismos de enunciação.



O ENSINO DE GRAMÁTICA ATRAVÉS DE FÓRUNS

 Clarisse Magno da Silva.
Graduada em Letras  UFC/FISK.

Uma das grandes preocupações de um professor de inglês, como língua estrangeira, é viabilizar a compreensão da gramática de uso pelo aluno. Sendo assim, é importante conhecermos o ambiente de ensino no qual a aplicação da gramática está inserido para compreendermos como se dá o ensino e investigamos a respeito de como os alunos interagem e respondem perguntas no ambiente de um fórum de um curso de graduação. Objetivamos perceber quais são os tipos de erros mais frequentes, por meio do mapeamento gramatical (preposições, concordância verbal, estrutura da sentença, dentre outros) em fóruns criados para esse fim com o intuito de melhor escolher a plataforma metodológica a ser trabalhada no gerenciamento de atividades que auxiliem o aluno a desenvolver melhor sua competência escrita. Como referencial teórico para o nosso estudo temos os estudos de Bauer (1993), Cunha & Tavares (2007), Lopes (2009, 2011), Neves (2006), Oliveira (2003) e Pezatti (2004), que nos auxiliam a compreender a gramática formal e funcional, nos dando assim uma ferramenta para embasarmos nosso estudo. Como resultado, obtivemos que a maior parte dos erros cometidos pelos alunos é gramatical, com 60% e dentro da categoria gramatical a maior incidência de erros é no tocante da estrutura das sentenças, com 22,1%, seguido da utilização inadequada de conjugações verbais, com 11,1%.


Palavras-chaves: gramática contextualizada; mapeamento gramatical; curso de graduação.

GRAMÁTICA E APLICAÇÕES: UM RELATO DE EXPERIÊNCIAS

                                                     Wéslly Lima dos Santos.
                                                                                                                 FUNCAP-UFC.
                                                                                     

Observando que as atividades sobre gramática ainda são exploradas muitas vezes de maneira que privilegiam muito mais a forma do que uso, este trabalho vem relatar a experiência vivenciada ao participar de um minicurso como ministrante. Cabe salientar que, o professor orientador se fez presente durante todas as etapas de composição e ministração do minicurso. Assim, o minicurso com sua proposta de ensino, tentou casar gramática com a leitura de textos autênticos. Para tanto, elaborou-se um material que trabalha os processos textuais da teoria da transitividade funcionalista proposta por Halliday (1994) sendo possível sua aplicação em um Minicurso ministrado no interior da Bahia. Concentramos inicialmente na parte teórica e em seguida, nas demonstrações do uso dos processos em diferentes atividades, como aqueles extraídos de manchetes jornalísticas e da fábula. Muito embora a maioria dos alunos presentes nunca tivessem tido contato com a teoria e sua abordagem em materiais de ensino em sala de aula, houve bastante e interesse e os mesmo não apresentaram dificuldade na compreensão da proposta e atividade. A pesquisa contou com apoio do órgão de fomento FUNCAP.

Palavras-chave: Gramática; aplicação; atividade.

MINICURSO

INTEGRAÇÃO DE COMPONENTES PARA ANÁLISE DA MODALIDADE DEÔNTICA: UMA PROPOSTA DISCURSIVO-FUNCIONAL.
 Nadja Paulino Pessoa Prata. 
Profa. Dra. da Unidade de Espanhol do Depto. de Letras Estrangeiras –UFC.

O presente minicurso objetiva fornecer um panorama de algumas tipologias para análise da modalidade deôntica, principalmente aquela calcada no modelo da Gramática Discursivo-Funcional, elaborada por Pessoa (2011). Na tentativa de integrar diversas propostas e tendo em vista o que os parâmetros de análise dos tipos de fonte e de alvo deônticos, propusemos uma nova tipologia para a categoria em questão tendo em vista os efeitos de sub/objetividade produzidos, na construção do discurso midiático, difundido em português.
Na modalidade deôntica subjetiva, percebemos que a fonte deôntica é o enunciador (sujeito-falante), que instaura os valores sobre os alvos exceto quando o o terceiro-ausente e  o co-enunciador, em que a forma de expressão usada é um adjetivo em posição predicativa, pois se trata de uma construção impessoal, que visa à ‘objetividade’.
No caso da modalidade intersubjetiva, a fonte é o enunciador, que parece explicita ou implicitamente na instauração do valor deôntico, e o alvo é o co-enunciador, em contextos nos quais o falante realiza ilocuções interrogativas ou imperativas, estabelecendo relações hierárquicas com o ouvinte e outorgando-lhe “poder”.
Na modalidade deôntica objetiva, há três tipos que fazem referência a fontes externas ao falante, seja por marcação linguística ou por uso de aspas, por exemplo. Nesses casos, como é próprio de discursos difundidos em meios de comunicação de massa, a constituição de várias vozes que, colocadas em cena, também isentam o enunciador da responsabilidade pelo que é dito.
Por fim, em relação ao tipo de modalidade “inerente”, teríamos o tipo mais objetivo possível, pois não há uma fonte que possa ser recuperada no contexto, pois ela simplesmente inexiste porque diz respeito a questões físicas.

Palavras-chave: Funcionalismo. Modalidade deôntica. Proposta tipológica. Discurso midiático. Português.
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